A final da Libertadores de 2026 tem gosto de revanche. No dia 28 de novembro o Palmeiras enfrenta o Estudiantes no Estádio Centenário, em Montevidéu. Mesmo adversário e mesmo palco da primeira final continental da história do clube, em 1968, que terminou com o título indo para La Plata.
Como o Verdão chegou lá

O Palmeiras entrou na Libertadores de 1968 como campeão da Taça Brasil de 1967. Era o time da primeira Academia, com Ademir da Guia, Tupãzinho e Servílio. Passou pela primeira fase com folga, avançou na segunda e, na semifinal, eliminou o Peñarol, com Tupãzinho decisivo nos dois jogos.
A final em três jogos
Naquela época a final não era decidida no saldo de gols: cada time ganhava um jogo e, se desse empate em pontos, tinha jogo extra em campo neutro. Foi o que aconteceu.
- 2 de maio, La Plata: Estudiantes 2 x 1 Palmeiras
- 7 de maio, Pacaembu: Palmeiras 3 x 1 Estudiantes
- 16 de maio, Centenário (jogo extra): Estudiantes 2 x 0 Palmeiras, com gols de Ribaudo e Verón
Juan Ramón Verón, a "Bruxa", marcou nos três jogos da final e virou o carrasco daquela campanha. O Estudiantes levou a primeira das suas Libertadores, e o Palmeiras só ia conquistar a América em 1999.
58 anos depois
Hoje a história é outra. O Palmeiras chega à final atrás do quarto título da Libertadores (1999, 2020 e 2021), com Abel Ferreira buscando a sua terceira. O Estudiantes quer a quinta. Desta vez é jogo único, e no mesmo gramado onde a geração de Ademir viu a taça escapar.
A opinião do Ronco
Final não se joga com o passado, mas que tem um gostinho especial, tem. A Academia merecia aquela taça em 1968. Se o Verdão levantar a Libertadores no Centenário, vai ser também por eles. Antes disso tem Vasco no domingo, e um passo de cada vez.
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