Em 30 de outubro de 2020 o Palmeiras anunciou um técnico português de 41 anos que pouca gente no Brasil conhecia. Vinha do PAOK, da Grécia, para o lugar de Vanderlei Luxemburgo. Seis anos depois, Abel Ferreira é simplesmente o treinador com mais títulos na história do clube.
Ele mesmo celebrou a data no Instagram, com um vídeo dos momentos marcantes e uma frase que resume a relação com a torcida: "Há seis anos, eu sou porque nós somos".
Quem é Abel

Abel Fernando Moreira Ferreira nasceu em Penafiel, Portugal, em 22 de dezembro de 1978. Como jogador foi lateral-direito, com passagens por Penafiel, Vitória de Guimarães, Braga e Sporting. Pendurou as chuteiras e começou a carreira de treinador na base do Sporting, passou pelo Braga B, assumiu o time principal do Braga em 2017 e depois foi para o PAOK, de onde saiu para o Palmeiras.
As 11 taças
- Libertadores: 2020 e 2021
- Brasileirão: 2022 e 2023
- Copa do Brasil: 2020
- Recopa Sul-Americana: 2022
- Supercopa do Brasil: 2023
- Paulistão: 2022, 2023, 2024 e 2026
O Paulistão de 2026, conquistado sobre o Novorizontino, foi o título que fez Abel passar Oswaldo Brandão e virar o maior campeão da história do Palmeiras. São mais de 400 jogos no comando, com aproveitamento perto de 66% dos pontos, e ele já é o técnico há mais tempo no cargo entre os 20 clubes da Série A.

Nem tudo foi festa
A trajetória também teve dor. O Palmeiras de Abel perdeu a final do Mundial de Clubes de 2021 para o Chelsea, viu escapar outras decisões e soma nove vice-campeonatos no período. Abel ainda coleciona expulsões e brigas com a arbitragem, e nem sempre agrada com o estilo de jogo. Mas o saldo fala por si.
O que vem por aí
O sexto aniversário chega na semana mais importante do ano. No domingo tem a ida da semifinal da Copa do Brasil contra o Vasco, no Nubank Parque (a prévia está aqui). E em 28 de novembro tem a final da Libertadores contra o Estudiantes, no Estádio Centenário, em Montevidéu, contra o mesmo rival da final perdida em 1968. Se vier a taça, é o 12º título de Abel e a terceira Libertadores dele.
A opinião do Ronco
Tem torcedor que reclama do Abel toda semana, e tudo bem, faz parte. Mas seis anos, onze títulos e duas finais ainda em jogo não são normais em lugar nenhum, muito menos no futebol brasileiro, que troca de técnico como quem troca de camisa. Obrigado, Abel. E que venha o 12º.
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